Cientista da Embrapa Ganha ‘Nobel da Agricultura’ com Pesquisa que Economiza Bilhões no Agro Brasileiro
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A pesquisadora Mariângela Hungria recebe o Prêmio Mundial de Alimentação por seu trabalho de 40 anos com bactérias que substituem fertilizantes químicos, uma revolução para a agricultura sustentável.
Você sabia que uma cientista brasileira acaba de ser premiada com 500 mil dólares por uma descoberta que pode economizar mais de R$ 100 bilhões por ano para o agronegócio nacional? Se essa notícia não chegou até você, o blog Saberes da Roça tem o prazer de contar essa história inspiradora.
A protagonista é Mariângela Hungria, pesquisadora da Embrapa Soja, cujo trabalho revolucionário com bioinsumos acaba de lhe render o World Food Prize (Prêmio Mundial de Alimentação), considerado o “Nobel da Agricultura”.
O Problema: A Dependência dos Fertilizantes Químicos
Toda grande cultura agrícola, como soja, feijão, milho e arroz, depende de nitrogênio para crescer forte e produtiva. Tradicionalmente, esse nutriente é fornecido através de fertilizantes químicos nitrogenados. Apesar de eficazes, eles têm duas grandes desvantagens: o alto custo de importação, que impacta diretamente o bolso do produtor rural, e o significativo impacto ambiental, incluindo a emissão de gases de efeito estufa.
A Solução Brasileira: O Poder das Bactérias
Foi aqui que a genialidade da Dra. Mariângela e sua equipe entrou em campo. Ao longo de quatro décadas de pesquisa na Embrapa, eles desenvolveram uma tecnologia de ponta baseada em um processo natural: a Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN).
A pesquisa consistiu em selecionar e aprimorar bactérias, conhecidas como rizóbios, que vivem em simbiose com as raízes das plantas. Essas bactérias capturam o nitrogênio presente no ar (que compõe 78% da nossa atmosfera) e o transformam em um “adubo natural” diretamente para a planta. O resultado é um sistema muito mais eficiente, barato e limpo.
Os benefícios dos inoculantes biológicos desenvolvidos pela equipe vão além:
- Redução de Custos: Diminui drasticamente a necessidade de compra de adubos químicos.
- Sustentabilidade: Não polui o solo nem as águas e reduz a pegada de carbono da produção agrícola.
- Aumento de Produtividade: Algumas das bactérias selecionadas também promovem o crescimento das raízes, permitindo que a planta explore um volume maior de solo em busca de água e outros nutrientes.
Reconhecimento Mundial e o Futuro do Agro
O impacto do trabalho de Mariângela Hungria é tão extraordinário que garantiu a ela o prêmio de 500 mil dólares e o título de laureada do World Food Prize. Essa tecnologia, hoje amplamente utilizada nas lavouras de soja do Brasil, é um dos maiores exemplos de como a ciência brasileira pode gerar inovação, riqueza e sustentabilidade para o campo.
Esta é a prova de que o futuro da agricultura é bio. A ciência desenvolvida aqui, em instituições como a Embrapa, tem o poder de transformar o mundo.
Compartilhe essa conquista! Vamos fazer com que o trabalho de cientistas como Mariângela Hungria seja tão conhecido quanto o talento dos nossos atletas. A ciência do nosso país alimenta o mundo, e isso é motivo de muito orgulho.
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